6/8 – 11h – Incêndio continua a lavrar em duas frentes e gera preocupação

A vila de Monchique acordou coberta por um fumo denso. O incêndio que lavra desde sexta-feira, dia 3 de agosto, esteve durante a noite muito perto do centro da localidade e continua a dar «muitas preocupações», de acordo com Abel Gomes, 2.º CODIS na Autoridade Nacional e Proteção Civil.

O fumo, adianta, está a limitar «o plano estratégico de ação, porque não é possível que os meios aéreos façam o seu trabalho».

O incêndio continua com duas frentes ativas, uma (flanco esquerdo) «a lavrar no sentido de São Marcos da Serra» e, outra, está a «ir no sentido do Semedeiro, Caldas de Monchique, Vale de Boi e Pocilgais. A cabeça do incêndio vai no sentido da Barragem de Odelouca e da EN124», explica.

Foram evacuadas as localidades de Caldas de Monchique, Ramalho, Monchicão, Barranco do Banho e Montinho, aplicando-se «a estratégia da salvaguarda da vida humana, que nunca foi alterada nem um milímetro», admite o comandante.

Durante o incêndio foram «assistidas 44 pessoas, 31 operacionais e 13 civis. Os feridos são 25, sendo 24 ligeiros e um grave, uma idosa com 72 anos, que foi transferida para o Hospital de São José, em Lisboa.

Abel Gomes afirmou ainda que «não temos confirmação de nenhuma habitação ardida, mas de barracões e casas devolutas». No entanto, ao que o Jornal de Monchique conseguiu apurar junto da população há casas de 1.ª habitação que arderam parcialmente ou na totalidade.

No terreno estão 964 operacionais, apoiados por 291 veículos.

Foi também informado que o INEM dispõe de um psicólogo de intervenção em tempo de crise, para auxiliar a população.

 

Foto: Lúcia Costa

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