30 anos de papel

A revolução de 25 de Abril de 1974 trouxe inegáveis avanços à sociedade portuguesa especialmente nas áreas em que a liberdade, os direitos alargados, os princípios democráticos permitiram começar a trilhar caminhos de igualdade no acesso à saúde, à cultura, à educação ou à justiça entre muitos outros aspetos fundamentais. Uma década depois, em Monchique, um punhado de cidadãos jovens de espírito mas com aqueles ideais assimilados assumiram fundar um jornal para ajudar na dinamização cultural da sua região. No sábado, dia 28 de novembro de 2015, trinta anos passados, quem teve o privilégio de ouvir as três eloquentes e doutas preleções que os convidados da mesa redonda que ocorreu no salão do Crédito Agrícola proferiram, entendeu a importância de não desfalecer no objetivo de continuar a esforçar-se para que uma cidadania ativa e esclarecida nunca se distraia por entre propostas de literacias pouco criativas.
Todos juntos podemos fazer com que a humanidade prossiga no sentido do progresso e da paz. Um pequeno empurrão às vezes faz milagres se bem aplicado na inércia natural.
Valeram a pena estes trinta anos se tivermos a capacidade crítica de avaliá-los.
E, sem dúvida alguma, o coletivo é resiliente e o Jornal de Monchique é exemplo disso!