2.º Festival de Camélias distingue passado do concelho (FOTOGALERIA)

O 2.º Festival de Camélias de Monchique realizou-se nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro, no Parque de São Sebastião.

Ao longo dos três dias, o evento contou com uma série de iniciativas que visaram mostrar o esplendor de uma flor que é considerada como um dos elementos diferenciadores do concelho.

À semelhança da edição anterior, o festival comtemplou um programa de atividades diversificado como o concurso «Camélias em flor – encanto e beleza natural», o mercado de camélias, a rota das camélias, o concurso de fotografia, a mostra de artesanato e doçaria, e vários workshops. Mas este ano a organização apostou em novos momentos culturais como apresentações de teatro circo, concertos de violino e harpa céltica, bem como nas atuações do grupo coral da Academia Sénior e do grupo de Ginástica Rítmica do Clube Desportivo e Cultural da Nave (CDCN).

O primeiro dia do certame ficou marcado pela ação de plantação de cem camélias em vários espaços públicos e escolas do concelho, assim como pelo concerto do «Trio DellAcqua», que se realizou na Igreja Matriz. De acordo com a Câmara Municipal de Monchique (CMM), entidade organizadora do evento, «o objetivo da plantação das cameleiras foi sensibilizar a comunidade escolar e população em geral para a importância desta flor no área do concelho, uma vez que no sul de Portugal, apenas em Monchique esta planta encontra as melhores condições para se desenvolver, contribuindo e muito para a beleza do Jardim do Algarve».

Um dos pontos altos do evento teve lugar no sábado, com as visitas de D. Duarte Pio de Bragança, um entusiasta desta flor, que participou na entrega dos prémios do concurso «Camélias em Flor», e de João Soares, Ministro da Cultura.

Na sua intervenção, Rui André, presidente da CMM, mencionou que a origem das camélias em Monchique deve-se a Pêro da Silva, fundador do Convento de Nossa Senhora do Desterro e vice rei da Índia, embora «não existam documentos que comprovem tal facto». O edil explicou que «a origem das camélias vem do oriente e alguém teve que as trazer para cá e foi partir daí que todas as famílias, principalmente as mais abastadas, começaram a ter nos seus quintais um exemplar dessas flores. Os maiores exemplares de camélias que temos em Monchique são esses pé-mãe, espécies que deram origem às que existem nas casas senhoriais, no convento e no hospital, por isso o que fizemos não foi mais que honrar este passado e este património, através deste evento, lançando o desafio a todos os monchiquenses de nos mostrarem os exemplares que guardam em suas casas».

O autarca agradeceu a participação de todas as famílias e expositores que participaram na mostra de camélias, que «não fica atrás de muitas outras que se fazem em Portugal» e aproveitou a oportunidade para apresentar novos planos relacionados com esta flor, nomeadamente, a recolha e referenciação de camélias para a realização de um estudo e a constituição de um «Jardim de Camélias», onde vão estar os «exemplares das melhores camélias que existem em Portugal e que podem ter uma grande atratividade nesta altura do ano».

Para João Soares, o Festival das Camélias é «uma iniciativa muito bonita e muito deslumbrante, que honra a cultura do nosso país e a cultura popular portuguesa». O ministro da cultura, que tem ligações familiares a Monchique há vários anos,  manifestou ainda a sua paixão pelo concelho, considerando-o «um dos mais bonitos do Algarve e do país».

Fotos: Ana Mateus/Jornal de Monchique

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